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STJ: Bem de família é impenhorável mesmo após abertura de inventário
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o imóvel protegido pela Lei 8.009/1990 — o chamado “bem de família” — não pode ser penhorado para pagamento de dívidas deixadas pelo falecido, mesmo que o bem já esteja incluído no inventário. A Corte esclareceu que o falecimento do proprietário não afasta a proteção legal, desde…
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STJ define: taxa SELIC é o índice legal de juros nas dívidas civis
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, no julgamento do Tema Repetitivo 1368, que a taxa SELIC deve ser aplicada como índice oficial de juros e correção monetária nas dívidas de natureza civil, mesmo antes da entrada em vigor da Lei nº 14.905/2024. A tese, fixada pela Corte Especial e relatada pelo ministro Ricardo Villas…
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STJ autoriza inclusão de cônjuge em execução de dívida feita durante o casamento
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que, nos casamentos sob o regime de comunhão parcial de bens, o cônjuge pode ser incluído como parte na execução de uma dívida contraída pelo outro durante o matrimônio. A ministra Nancy Andrighi explicou que a lei presume que ambos os cônjuges consentem nas dívidas feitas em benefício…
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CNJ e CNMP aprovam resolução conjunta que torna obrigatória a gravação de atos judiciais e de instrução
No dia 16 de setembro de 2025, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovaram, pela primeira vez, uma resolução conjunta voltada à regulamentação da gravação de atos processuais. A norma determina que audiências, sessões de julgamento e atos de instrução realizados tanto no Judiciário quanto no Ministério…
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TJ-SP reconhece desconsideração inversa da personalidade jurídica em holding familiar
O Tribunal de Justiça de São Paulo (AI 2242709-61.2025.8.26.0000) decidiu que holdings familiares podem ter seu patrimônio atingido em execução contra sócios quando a estrutura societária for utilizada para ocultar bens pessoais e dificultar a ação de credores. No caso analisado, os sócios integralizaram bens particulares no capital social da holding e transferiram cotas gratuitamente…
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CNJ e CNMP propõem regras mais rígidas para residência de juízes e promotores
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) apresentaram propostas que reforçam a obrigatoriedade de magistrados e membros do MP residirem nas comarcas em que atuam. As minutas preveem que a presença física deve ser de, no mínimo, quatro dias úteis por semana, limitando o uso de sessões virtuais…
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STJ impede penhora automática em empresas de mesmo grupo econômico
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que não é possível penhorar bens de uma empresa apenas porque ela faz parte do mesmo grupo econômico da devedora. No Recurso Especial nº 1.864.620/SP, a Quarta Turma ressaltou que, para alcançar o patrimônio de outra sociedade do grupo, é obrigatório instaurar o incidente de desconsideração da personalidade…
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CNJ decide: honorários advocatícios em precatórios devem ser pagos de forma autônoma
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu que, nos casos de precatórios com múltiplos beneficiários, os honorários contratuais dos advogados devem ser liberados separadamente do crédito principal do cliente. Na prática, isso significa que o advogado pode receber seus honorários de forma individualizada, sem depender da concordância ou adesão do credor. A decisão foi tomada…
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STJ decide que multa por descumprimento de decisão não pode ser reduzida retroativamente
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou, em 7 de maio de 2025, que multas fixadas por descumprimento de decisões judiciais não podem ter seu valor retroativamente reduzido. A maioria dos ministros acompanhou o voto do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que sustentou que só podem ser revistas as parcelas que ainda…
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STJ decide que devedor paga honorários em execução extinta por abandono da causa
No julgamento do AgInt no AREsp 2.007.859/PR, a Quarta Turma do STJ definiu que, quando uma execução judicial é encerrada por abandono da causa — porque não se encontram bens penhoráveis —, os honorários advocatícios sucumbenciais são de responsabilidade do devedor/executado, e não do autor da execução. A corte entendeu que, mesmo que se tenha…